POR QUE ESQUECEMOS AQUILO QUE APRENDEMOS?

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Esquecer é não apenas natural, é necessário! O cientistas chamam de “esquecimento eficiente.” Nós esquecemos de determinadas informações para economizar energia! O cérebro vai reter principalmente aquelas informações que são necessárias à sobrevivência, descartando para uma área do cérebro menos acessível tudo que entender como “informação irrelevante.”

Qual a data da independência do Brasil? Você respondeu sete de setembro? Ok! Você sabe em qual ano foi? Não lembra? A maioria das pessoas não lembram do ano. Porque isso ocorre? Porque o cérebro de cada uma destas pessoas julgou que tal informação era irrelevante ou não necessária à sobrevivência e, portanto, deveria ser arquivada para economia de energia.

Esquecer do que se aprende é um processo automático. O que você precisou fazer para esquecer a data da independência do Brasil, 7/9/1822, ou para esquecer a data da independência dos EUA, 4/7/1776 ou para esquecer se é a mitose ou a meiose que divide os gametas ou como se resolve equação de segundo grau e demais informações que você já aprendeu mas esqueceu? Nada, certo?! Isso mesmo! Para esquecer o que se aprende é só não fazer nada que dá certo! hahaha

Por sua vez, memorizar o que se aprende não é um processo automático e sim mecânico. Isso significa que para memorizar o que se aprende é necessário fazer algo!  Vale lembrar aqui que estou me referindo às informações chamadas de “declarativas”, ou seja, conceitos, datas, procedimentos e assim por diante. Estas informações são “voláteis”, ou seja, somem da cabeça facilmente, se você não fizer nada para memorizá-las!

Há um outro tipo de informação que é chamada de informação “procedural” que não se esquece assim tão facilmente como ocorre com as informações “declarativas”. Andar de bicicleta e nadar são exemplos de informações procedurais. Biologia, Direito Constitucional e Geografia são exemplos de informações declarativas, ou seja, voláteis.

Beber veneno pode matar alguém? Tenho certeza que você disse “sim”. Mas porque você lembrou com tanta segurança desta informação? Você está estudando sobre veneno? Você conhece alguém que foi envenenado recentemente? Você trabalha com veneno? Viu algum filme recentemente onde tinha cena com veneno? Se você respondeu “não” a todas estas perguntas e mesmo assim lembrou que veneno pode matar, seu caso é um bom exemplo de que o cérebro memoriza facilmente informações relevantes e necessárias à sobrevivência. Saber que veneno pode matar um ser humano é uma informação extremamente relevante para a sobrevivência e, devido a isso, o cérebro memoriza tal informação.

Em suma, porque esquecemos informações declarativas que aprendemos:

ESQUECER INFORMAÇÃO DECLARATIVA = PROCESSO AUTOMÁTICO/PASSIVO

MEMORIZAR INFORMAÇÃO DECLARATIVA = PROCESSO NÃO AUTOMÁTICO/ATIVO.

Na verdade, pesquisas realizadas pelos maiores especialistas em memória do mundo mostram que esquecemos cerca de 80% do que aprendemos em 24h.

Veja o vídeo abaixo e entenda mais porque esquecer é natural e necessário. Na verdade, quem não esquece de nada que estuda é considerada uma pessoa com a síndrome de “savant”. Já ouviu falar de Kim Peek? O homem que não esquecia nada do que lia? Fizeram até um filme sobre ele, Rain Man. Veja o vídeo e confira:

COMO MEMORIZAR O QUE APRENDEMOS?

Repetindo, praticando e revisando o que se aprende! Esta é a fórmula da boa memória!!! Não se trata de ter ou não ter uma boa memória, como se fosse um dom que alguns tem e outros não. Na realidade, os próprios campeões de campeonatos sobre memorização dizem que tinham memória ruim; que esqueciam onde deixavam a chave do carro e coisas do tipo. Então como tais pessoas podem se tornar campeões da memória? Simples: ter ou não ter memória boa não é uma questão de dom e sim uma questão de treino e técnica! (ressalvadas raras exceções)

Posso lhe assegurar que se você revisar e praticar periodicamente você vai memorizar praticamente tudo que aprender!!!

É de extrema importância aprender e treinar técnicas de memorização porque é assim que se faz para MEMORIZAR AQUILO QUE SE APRENDE.

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